A anestesia veterinária e os cuidados em intervenções cirúrgicas

Por vezes, é necessário que seu animal de estimação precise realizar uma cirurgia.

E, como um bom tutor preocupado que você é, acaba ficando ansioso, porque dependendo do tipo de cirurgia sabemos que existem riscos.

Por isso, a atenção cuidadosa antes e após uma operação cirúrgica (conhecida como período perioperatório) é tão importante e deve ser levada muito a sério.

E você sabia que ela também pode melhorar muito o conforto e a recuperação do seu filhinho? Entenda mais do assunto a seguir!

Quais são as anestesias veterinárias pré e pós cirurgia?

Vamos primeiro esclarecer as dúvidas que envolvem os tipos de anestesia…

Dependendo do tipo de medicamento utilizado, da dosagem e da via de administração, é possível obter:

  • Uma analgesia: há perda da sensibilidade à dor.
  • Anestesia local: com perda completa da sensibilidade em uma parte.
  • Anestesia geral: a perda de sensibilidade também é acompanhada de perda de consciência.
  • Anestesia cirúrgica: há relaxamento muscular (relaxamento dos músculos) e que permite trabalhar sem dor ou movimento do pet durante o procedimento.

Vamos falar mais sobre o período pré-operatório…

Sabemos que uma cirurgia programada, planejada com antecedência, é o ideal. Isso porque permite o planejamento com antecipação e ajuda a garantir as melhores condições possíveis para a operação do animal de estimação. 

Até mesmo o dono contribui nessa fase. Você pode ajudar da seguinte maneira:

-> Informar ao veterinário de todos os problemas de saúde conhecidos pelo seu animal, mesmo que eles não pareçam estar relacionados ao motivo da cirurgia.

-> Informar ao veterinário de todos os medicamentos que seu animal de estimação tomou recentemente, ou sob os que ainda estão sendo tratados, embora eles não pareçam estar relacionados com o motivo da cirurgia.

-> Se certificar de administrar adequadamente todos os medicamentos prescritos.

-> Não introduzir mudanças substanciais na rotina do animal, especialmente na alimentação, a menos que instruído pelo veterinário.

-> Evitar o contato com outros animais que possam representar um risco de infecção.

-> Escovar o pet 1 dia antes da operação para remover a sujeira e os emaranhados dos cabelos.

-> Traçar algum plano para que o animal faça suas necessidades antes de entrar na clínica.

-> Siga todas as instruções do veterinário. Por exemplo, geralmente é pedido aos animais que fiquem em jejum algum tempo antes da anestesia geral.

Existe uma revisão veterinária antes da operação

Antes da operação, o veterinário:

  • Fará uma revisão final do histórico de saúde do paciente.
  • Fará um exame físico para verificar o estado de saúde do animal, especialmente o coração e os pulmões, e revisar a área a ser operada.
  • Irá coletar amostras de sangue e urina para detectar possíveis doenças ocultas (principalmente fígado e rim), se necessário.

Em seguida, seu animal de estimação será submetido à operação planejada.

Prevenção dos riscos de anestesia veterinária em cães e gatos

O papel fundamental no sucesso de uma intervenção é certamente o do cirurgião.

Mesmo antes de seu anestesiologista, que terá a tarefa de estudar o prontuário do paciente para poder avaliar qual protocolo anestesiológico é mais adequado para o caso em questão, podem ser solicitados algumas informações, como:

Exame clínico

Uma visita em que o veterinário vai tentar destacar se existem patologias cardíacas (sopros ou arritmias) e sons pulmonares anormais.

Classificação etária

A maioria dos animais idosos podem ter riscos anestésicos maiores, devido a uma ocorrência mais frequente de doenças cardiovasculares ou pulmonares, mas também nos rins e fígado.

Por outro lado, animais muito jovens são mais sensíveis aos efeitos dos anestésicos, com menor capacidade de metabolizá-los. Além disso, são mais propensos a hipotermia (podem diminuir demais a temperatura corporal).

Avaliação da raça

Cães e gatos braquicefálicos têm maior incidência de problemas respiratórios, ligados a obstrução das vias aéreas superiores.

Isso acontece devido ao aumento da salivação durante a cirurgia ou porque, se houver acúmulo de muco, podem ter menos oxigenação.

Patologias que têm uma causa na predisposição racial, como os gatos Maine Coon, que são mais propensos a doenças cardíacas, ou Cavalier King e muitos outros, também serão levados em consideração.

Riscos durante a cirurgia de cães e gatos

Os riscos durante a cirurgia estão, portanto, associados a complicações que podem ocorrer e podem ter diferentes níveis de gravidade:

  • Bradipneia (frequência respiratória mais baixa)
  • Parada respiratória;
  • Bradicardia (frequência cardíaca reduzida);
  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);
  • Hipertensão (aumento da pressão arterial);
  • Vômito intraoperatório;
  • Mioclonia (contrações musculares);
  • Convulsões intraoperatórias;
  • Hipotensão (redução grave da pressão circulatória);
  • Parada cardio-circulatória.

Recuperação bem sucedida

Quando o veterinário der alta após a intervenção, está na hora de começar os cuidados para ter uma recuperação de sucesso!

O animal estará muito fraco, frágil e vulnerável, por isso é essencial que você tenha muita paciência e ajude na sua recuperação, pouco a pouco. 

Um dos pontos principais é impedir que o cão ou o gato lamba as feridas.

Embora a saliva tenha um caráter antisséptico, o atrito constante pode romper os pontos e deixar a recuperação bem mais lenta.

Para evitar isso, você pode usar um colar especial, ou colar elizabetano, que impede o cão ou gato de cavar a ferida.

Limpeza de feridas e cicatrização

Em qualquer caso, o veterinário indicará se é necessário e com que frequência a ferida deve ser limpa da cirurgia. Essa limpeza geralmente é feita com antisséptico e gaze para evitar qualquer infecção futura.

Da mesma forma, o profissional também nos informará se é conveniente que o animal tome algum tipo de medicação especial ou até mesmo um analgésico (caso o pet sofra desconforto e dor frequentemente).

Para que não haja problemas futuros, é muito importante prestar atenção à evolução da ferida.

Qualquer evolução desfavorável na área afetada, seja uma mudança de cor, textura, inflamação ou até cheiro, você precisa notificar imediatamente o veterinário . 

Você sabia a importância que um bom atendimento pré e pós-operatório pode ter?

É sempre difícil ver o seu filhinho passar por um momento difícil. No entanto, com o cuidado correto e muito amor, ele recupera gradualmente seu apetite, energia e saúde.

Confira outras postagens como essa em nosso blog e saiba como cuidar melhor do seu animal de estimação.

E você? Já passou por uma situação semelhante? Deixe um comentário com a sua experiência!

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